A Apple adiciona ícone de privacidade ao iOS 11.3 que mostra quando está coletando seus dados
A Apple está pressionando seu espírito de preocupação com a privacidade ao adicionar um novo ícone ao iOS 11, mostrando quando a empresa está usando suas informações pessoais em seus serviços.
Na esteira das recentes revelações sobre o tratamento de dados dos usuários pelo Facebook e na preparação para o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR), a Apple está atualizando a forma como informa os usuários sobre como as informações pessoais são usadas. Isso antecipa novas mudanças em maio, que darão aos clientes mais opções para baixar, corrigir e desativar o uso de dados pessoais detidos pela empresa.
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Depois de instalar a atualização de software iOS 11.3, macOS 10.13.4 e tvOS 11.3 recém-lançada, os usuários encontrarão uma página que explica como um novo ícone, de duas figuras apertando as mãos, aparecerá “quando um recurso da Apple solicitar para usar seu informações pessoais”.
A ideia é que quando informações pessoais estão sendo coletadas no iTunes, na App Store ou em outros serviços da Apple, os usuários possam tocar no ícone para ler mais informações sobre que tipo de dados estão sendo solicitados e como estão sendo usados. É apresentado pela empresa como uma forma de aumentar a transparência sobre como lida com os dados do usuário, alinhado com as regras do GDPR.
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(Acima: Como as novas informações de dados e privacidade aparecem em um iPhone 8. Crédito: Apple)
É importante notar que o ícone aparece apenas em serviços Apple, e não em aplicativos de terceiros. A Apple é relativamente rígida, entretanto, na medida em que permite que aplicativos acessem dados mantidos em seu hardware. As recentes revelações sobre o registro de chamadas e mensagens de texto dos usuários do Facebook, por exemplo, foram centradas em telefones Android, não em dispositivos iOS.
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Esta abordagem diferente aos dados do usuário é algo que Tim Cook fez questão de enfatizar, comentando ontem em entrevista ao Recodificar que “a privacidade para nós é um direito humano, uma liberdade civil”.
“Poderíamos ganhar muito dinheiro se monetizássemos nossos clientes, se nossos clientes fossem nosso produto”, disse Cook. “Decidimos não fazer isso […] Não vamos traficar na sua vida pessoal.”